Coluna da Ludy: Super Mario x Seu Mário

Super Mario, como muitos devem saber, é o simpático personagem de vídeo game, encanador, bigodudo que corre atrás da Princesa Peach.

Não vou nem dizer que a Peach é sacana e trocou o Mario pelo Bowser. Tudo bem que o Bowser é podre de rico, tem um monte de castelos e um exército. Mas, caso ninguém tenha notado, ele é uma tartaruga, e além de ser zoofilia, não creio que a princesa iria se satisfazer com uma tartaruga. Eu acredito no amor verdadeiro entre uma princesa e um encanador.

Mario é um cara respeitável. Só que não. Ele tem um emprego, mas a única coisa que ele faz é entrar pelo cano. Viciado em cogumelos e como meio de transporte não um carro do ano, muito menos um cavalo branco. Ele sai por aí cavalgando um dinossauro. Quanto a ser um assassino de tartarugas, não tenho problemas com isso. Qualquer animal que esteja sendo um imbecil merece um chute, especialmente você, ser humano horrorizado com minha declaração, você também é um animal, caso ninguém tenha te avisado.

Já o Seu Mário, meu encanador, ele sim é competente. Conserta todos os canos, sem precisar entrar em nenhum, não está sempre com a mesma roupa, não aparenta estar drogado e não se mete a brigar com o chefão daqui de casa. Nada contra o Super Mario e sua caçada à Princesa, mas quando sequestraram a esposa do Seu Mário, ele chamou a polícia. Muito mais rápido. E pra completar é membro da Sociedade Defensora dos Animais.

Daí você pode dar uma de sabichão defensor do Super Mario e me perguntar: e como o Seu Mário faz pra conseguir moedinhas? Simples, meu caro: ele trabalha!
Qual é o link?!

Um Joystick, um violão – Aquarela http://www.youtube.com/watch?v=aITEB75P3mM

A Lenda do Herói – Fase 1 http://www.youtube.com/watch?v=SX9rSCRiVbc

Faça você mesmo – Encanamento (pra quem não é cliente do Seu Mário) http://www.youtube.com/watch?v=c8YhmJ9cOC8

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Coluna do BOZZO: Galvão precisaria ter estudado em uma UFC. E o Tufão precisa de um Clone!

No último UFC Rio realizado em outubro, uma frase do Galvão Bueno me emocionou. “Estamos ao vivo… ao vivo de verdade”. Como assim? Quando que a verdade e o ao vivo deixaram de ser sinônimos? E a resposta me veio fácil: SEMPRE! O que me fez pensar no que é o AO VIVO.

No rádio e na TV a expressão AO VIVO sempre traz um frescor, um dinamismo, uma presença certa no momento exato do acontecimento. Porém, está PRESENÇA pode ser falsa. Basta ser um falso ao vivo. Falamos ao vivo, gravamos umas 3 horas antes, mas tudo bem. Com a internet, a heroína dos desmascaramentos televisivos, Galvão caiu na armadilha durante a outra transmissão do UFC, há alguns meses atrás. Enquanto ele anunciava a entrada de Anderson Silva no ringue, ele já estava em um pub em Londres assistindo à sua própria luta pela Rede Globo Internacional.

Do jeito que a Globo tem feito ações de propaganda descaradas na novela, pensei, por um instante, que AO VIVO seria um merchandising da gloriosa empresa de telefonia celular. Mas eu mesmo me corrigi: Ah! O Tufão já fez isso há uns dias atrás. E a Globo não gostou porque “feriu uma regra que baseia a relação da emissora com as empresas de propaganda, segundo a qual seus personagens não podem ser usados em ações de marketing”.

Como assim Bial? E a Sandália da Grendene da Shakira no pé da personagem da Avenida Brasil, e o Banco Itaú aparecendo direto como cenário? Aliás, fazer propaganda dentro de uma obra de ficção por simples aparição ou descarada é algo normal.

Fiquei pensando na Carminha vendendo uma Tecpix no meio da novela. Ou a turma da Malhação parando uma cena para dar um recadinho. “Gente, você que é jovem e tá louco para … você sabe o quê… Use preservativos Jontex, e não faça que nem os nossos personagens que há mais de 15 anos engravidam com 15 anos”.

A Xuxa já dizia “quem quer pão, quem quer pão”, uma propaganda clara das padarias Romana. Talvez, não. A verdade é que o que interessa uma emissora de televisão é a propaganda, não é a ficção, nem a informação, o que ela quer é que você continue consumindo a TV. E não há problema nisso, desde que você ganhasse unas 10% para assistir as propagandas. Ops, mas isso já existe. Preciso entrar rapidamente na MISTER COLIBRI.

Qual é o Link?

Veja o que a Globo Falou sobre o Tufão.

Coluna do Gladson: Manifesto do mau humor

Nunca na história da sociedade humana houve tanto movimento pelo respeito às minorias. Homossexuais, negros, gordos, albinos, anões… Todos têm cada vez mais proteção e protestos no Facebook. Todo mundo tem o direito de ser feliz. Mais que isso, ser feliz agora virou uma obrigação, tão opressiva e discriminatória quanto a ditadura, o Klu Klux Klan e a TV em dia de domingo.

Outro dia me perguntaram “Tudo bem?”, e eu disse “Não”, então logo soaram as trombetas do apocalipse e pessoas alarmadas queriam saber por que diabos não estava tudo bem, tinha que estar. Que petulância é essa a minha de não estar de bem com a vida?! É a ditadura dos sorrisos, e o mal-humorado hoje é a minoria mais discriminada.

Eu sou um “mal-humorado” assumido, apesar de não gostar muito do termo. Mas é melhor que chato, rabugento, carrancudo, raivosinho etc. Faz algum tempo que assumi e estou aqui para dizer que é difícil, sofremos muito preconceito, mas é possível sim, viver em paz com nossa infelicidade.

O primeiro passo é aceitar. Aceitar que a maioria das pessoas ao nosso redor é simplesmente idiota e deveriam morrer de câncer anal. Dito isto, pratique a sinceridade, não esconda quem você é. Da próxima vez que alguém comentar “tá calor né?”, diga “e eu com isso!” só pra ver como você se sente. É libertador. Aquela sua tia-avó escrota que só te dá cueca no natal, da próxima vez que ela perguntar “Já arrumou emprego?”, “Já casou?”, mude de assunto: “E aí, já comprou seu caixão?”, “E aquela hemorroida, como é que tá?”.

E um dia talvez este diálogo não será mais uma utopia:

– Rapaz, é carro demais nessa cidade né?

– Senhor, eu não o conheço e sua opinião pouco me importa, por favor não me dirija mais a palavra.

– Que é isso, que ignorância?!

– Terei de ser mais enfático: vai te f#der, seu mala do c@r@lho, vai tomar no c#! Com todo respeito.

Não existem leis que protejam o mal-humorado. Devíamos ter prioridade em filas, por não suportarmos os comentários imbecis de quem espera. Ou então um local especial nos ônibus, onde ninguém puxa assunto, ouve forró alto no celular e nem mesmo ri feito idiota. Gente que ri dentro de ônibus lotado desestabiliza uma nação.

Temos de tentar ao máximo nos defender. Cuidado, evite fazer contato visual. Se alguém te olha e você retribui por educação, acaba de se tornar um potencial alvo de baboseiras. Hoje existem invenções maravilhosas que nos ajudam, como o mp3 player, boa forma de evitar conversas inconvenientes; tem também os portões de alumínio com olho mágico, revolucionário na arte de ignorar pessoas; fora recursos de bloqueio no bate-papo.

É pouca coisa, eu sei, ainda mais por que a classe não se une, não aguentaríamos uns aos outros. De mal-humorado já basta eu. Mas estou aqui levantando esta bandeira e dizendo “Sou casmurro sim e mereço respeito!”. E parafraseando Martin Luther King: eu tenho um sonho. O sonho de que um dia  todas as pessoas do mundo possam simplesmente não se dar o trabalho de me encher o saco. E tenho dito.

Linke-se com o mau humor:
https://twitter.com/bomdiaporque
http://www.youtube.com/watch?v=V7eR6wtjcxA
http://www.youtube.com/watch?v=hV76KXU1x6g (vai tomar no …)

Coluna do Paulo: Cinema Hot Tub

Cinema de Londres troca poltronas por piscinas com hidromassagem. Isso mesmo, uma belíssima ideia de país de primeiro mundo, lógico que essa ideia atraiu vários clientes. Como era de se esperar a ideia poderia ter ido a França também, mas quando os Franceses ficaram sabendo que teriam que tomar banho ao ver os filmes desistiram. O cinema tem uma imensa tela e no alto do prédio, as mulheres adoram porque não deve ter nada melhor que ver um filme, ficar nas alturas e vendo estrelinhas( tum dum tsss) Achei essa ideia muito boa, acho que por aqui por exemplo poderia rolar também, mas ao invés de hidro era pra ser piscina. Já imaginou no cinema do North Shopping onde a meia é R$ 3,50 o que iriam ter de pessoas pra ver os filmes! Lógico, no começo da sessão seria assim:
Ruim é depois limpar tudo, acho que fica igual a banheira de motel depois de usada, mas mesmo assim seria um sucesso. Depois de 3 sessões ficaria assim:
 
Escolha seu shopping e sua sessão.
A piscina do Via sul é na própria fonte na entrada. Sim, não achei a imagem.
Obs: cuidado com pano-branco, e não faça xixi na piscina.

Coluna da Ludy: Manifesto Antimestres

Nunca fui muito com a cara dos mestres. Calma, não estou falando de nossos queridos e amados professores, que nos ensinam o be-a-bá e a viver nesse mundo cão. Falo daqueles mestres, os da ficção. Os que guiam nossos também queridos e amados heróis em sua jornada de crescimento interior para derrotar o mal.

Primeiro eu me pergunto, eles são mestres em que? Onde conseguiram a graduação, onde está o diploma? Ou vocês acham que dá pra ser discípulo de qualquer rato gigante que mora no esgoto? Tem que pesquisar.

Segundo, que se dependesse desses filhos de uma respeitabilíssima mãe, todo mundo estaria na merda. Como os esbeltos jovens perdidos de Caverna do Dragão. Eu nunca fui com a cara do Mestre dos Magos. Um velho anão careca que faz cosplay do Papa Bento XVI não pode ser confiável. Daí ele faz um discurso que só não é mais sem noção enigmático que o Bial em dia de paredão, cai um cisco no olho da galera e quando eles voltam a ver, o anão sumiu.

Falando em mestres anões, não esquecer poderíamos, Mestre Yoda do. Ele é ótimo, não some atrás de arbustos, mas precisando ele está, umas aulinhas gramática de. E vamos acompanhar o raciocínio dele, com as correções gramaticais: “eu vou enviar esse menino réi (Luke) pra derrotar o vilão asmático. Eu poderia dizer que o cara is the father, maaaaaas, eu vou pagar pra ver. No mááááximo o menino fica sem uma mão, mas como a censura é 10 anos, não tem sangue, tá beleza”. P#rr@, Yoda. Vê se cresce.

Por fim, quem faltava: Mister Miyagi. Eu não preciso dizer muita coisa: o velho vem cheio das conversas de ensinar karatê de maneira lúdica e mais digna, mas o negócio mesmo é que ele tava sem empregada. Aí o menino faz faxina, limpa carro, pinta cerca, e o cara nem pra dar o toque que a escravidão servia de golpes. Não, deixa o menino ficar desfigurado primeiro, pra ele dar valor ao trabalho escravo.

É por essas e outras que o único mestre que eu curto é o Xavier. Modesto, só precisa chamar de professor. Letrado, fala corretamente, e além de explicar tudo direitinho, ainda explica à distância, sem nem abrir a boca. Que que custa pra os outros aprenderem telepatia?